O Corinthians pode adotar um modelo inédito a partir de 2026: o clube analisa uma proposta para criar sua própria plataforma de apostas esportivas. No momento, o projeto está sob avaliação do departamento de compliance, responsável por revisar tanto a empresa envolvida quanto o grupo que operaria o serviço.
Fontes internas afirmam que existe certa cautela devido à pouca experiência da empresa interessada. A marca recebeu licenciamento apenas neste ano e ainda tem baixa presença no mercado, o que gera desconfiança dentro do clube. Outro ponto de preocupação é o fato de a empresa ter sido citada na CPI das Bets, no Senado, no início do ano.
Além disso, episódios recentes envolvendo Taunsa e VaideBet deixaram a diretoria mais rígida ao negociar com empresas consideradas de menor reputação, o que reforça essa postura mais conservadora.
Como funciona a proposta apresentada
Nos últimos dias, uma empresa procurou o Corinthians com a ideia de criar a plataforma “Timão.Bet”, oferecendo um pacote que reúne patrocínio e pagamento de royalties. A proposta inicial previa um contrato de patrocínio máster estimado em R$ 453 milhões por três anos, além de 3% do lucro da operação. A gestão total da marca ficaria sob responsabilidade do Corinthians. Mesmo assim, a operadora já indicou que pode aumentar os valores.
Uma nova versão da oferta deve elevar o montante para cerca de R$ 720 milhões — aproximadamente R$ 180 milhões por temporada, em um acordo válido por quatro anos. Interlocutores afirmam que esses detalhes devem ser apresentados oficialmente ao clube nos próximos dias.
Antes dessa proposta, já havia circulado entre pessoas próximas ao clube uma oferta de R$ 680 milhões por quatro anos, que, segundo o UOL, ainda não chegou formalmente à diretoria. Para evitar que a negociação vire um “leilão”, um valor de R$ 170 milhões por ano teria sido encaminhado a dirigentes de confiança.
Internamente, há a percepção de que a empresa estaria disposta a superar outras ofertas de patrocínio máster que o Corinthians venha a receber. Paralelamente, o clube também discute a renovação com sua atual patrocinadora máster, a Esportes da Sorte.
Bônus podem superar R$ 220 milhões
A proposta de renovação com a Esportes da Sorte inclui gatilhos que podem adicionar até R$ 220 milhões ao valor fixo, além de um percentual sobre o lucro do negócio. Esses bônus estão vinculados a conquistas esportivas, permitindo que o Corinthians arrecade até R$ 156 milhões em quatro temporadas, conforme o desempenho em campo.
A distribuição prevista é a seguinte:
R$ 6 milhões por título do Campeonato Paulista
R$ 8 milhões por título da Copa do Brasil
R$ 10 milhões por título do Campeonato Brasileiro
R$ 15 milhões por título da Libertadores
Também há premiações por classificação à Libertadores:
R$ 4 milhões por vaga na fase preliminar
R$ 8 milhões por classificação direta à fase de grupos








